Conceitos básicos de Coronariografia: uma análise prática.

Atualizado: Mai 12


O objetivo da videoaula acima é mostrar os conceitos básicos que o cirurgião cardiovascular usa quando interpreta a cineangiocoronariografia, algo simples e fundamental durante o planejamento da cirurgia de revascularização do miocárdio.


Tópicos como falha de enchimento, identificação das projeções e das coronárias, localização e análise das lesões e alguns macetes práticos, sem dúvidas irão te ajudar a compreender melhor o exame e a mentalidade do cirurgião.


Abaixo segue um resumo da aula:


CONCEITOS BÁSICOS DE CINEANGIOCORONARIOGRAFIA

  • Conceitos do exame

  • É um exame radiológico cujo objetivo principal é analisar a anatomia coronariana

  • MÉTODO:

  • Punção arterial (radial e femoral são os sítios mais comuns)

  • Inserção de cateteres

  • Injeção de contraste

  • Lembrar dos conceitos da radiologia

  • Defeito ou falha de enchimento

  • O exame é em 2 dimensões (comprimento e largura), porém é possível ter a ilusão de 3 dimensões (profundidade) devido a presença de angulações e sombreamento. Dessa forma, é necessário analisar várias projeções, que nada mais são que filmes das coronárias em diversos ângulos.

  • Uma projeção é suficiente para o diagnóstico da lesão

  • Não se engane se a lesão for menos importante em outra projeção.



  • Referências anatômicas e regras para identificar as projeções/incidências.

  • A coluna vertebral:

  • Irá ficar à direita da imagem nas projeções oblíquas esquerdas

  • O diafragma:

  • se torna mais visível nas projeções craniais

  • A artérias circunflexa (CX)

  • se projeta em direção do intensificador

Exemplo: Se observarmos a coluna posicionada à esquerda da imagem e com ampla visualização do diafragma (na aula mostramos filmes de coronariografias com demonstração desses marcos anatômicos), podemos afirmar que trata-se de uma projeção OA direita cranial.

  • CORONÁRIAS ESQUERDAS

  • Em geral, são 4 projeções que tem como referência a posição do intensificador de imagem (observem na imagem).



1 - OA esquerda caudal (Spider)

Excelente para visualizar o tronco da coronária esquerda (TCE) e sua bifurcação.



2 - OA esquerda cranial

Além da visualização do TCE, temos uma boa visualização do percurso da DA. Porém, a CX e os ramos marginais não ficam tão delineados.



3 - OA direita cranial

Mais uma vez a DA de fica bem desenhada nessa projeção. Dessa forma, as projeções craniais são ótimas para observar todo o percurso da DA.



4 - OA direita caudal

Essa incidência costuma ser chamada pelo Dr. Wanderley de "Projeção do Cirurgião".,pois ela, quando bem realizada, consegue mostrar bem quase todos os ramos da coronária esquerda.



  • CORONÁRIAS DIREITAS (CD)

  • Geralmente duas ou três projeções

  • Uma esquerda (OAE)

  • Melhor visualização do segmento proximal

  • Uma direita (OAD)

  • E eventualmente uma PA cranial ou OAE cranial

  • Melhor para Expor a bifurcação da ACD em ramos VP e DP




DICAS:

  • O primeiro ramo septal é o limite entre o ⅓ proximal e médio da DA

  • O cateter de Judkins para coronária esquerda usualmente afunila até 5F (1,65mm), independente do tamanho. Dessa forma, o calibre da coronária pode ser grosseiramente avaliado ao ser comparado ao do cateter.

  • Coronárias finas terão calibres menores que a do cateter

  • Lembrando que a diretriz europeia considera o conceito de revascularização completa quando realizamos pontes para vasos acima de 1,5 mm.


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