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Resumo Partner 3 low risk seguimento de 7 anos.


Transcatheter or Surgical Aortic-Valve Replacement in Low-Risk Patients at 7 Years


2) Data e local de publicação

Publicado no New England Journal of Medicine (NEJM).Publicado online em 27 de outubro de 2025.


3) Objetivo do estudo

Avaliar os desfechos clínicos de longo prazo (7 anos) e a durabilidade valvar em pacientes com estenose aórtica grave sintomática e baixo risco cirúrgico submetidos a TAVR transfemoral com válvula balão-expansível SAPIEN 3 versus troca valvar aórtica cirúrgica convencional .


4) Método

Ensaio clínico randomizado, multicêntrico, com randomização 1:1 para:

  • TAVR transfemoral com válvula SAPIEN 3

  • Cirurgia com bioprótese convencional

Foram incluídos 1000 pacientes.

Desfechos primários aos 7 anos:

  1. Composto não hierárquico de morte, AVC ou rehospitalização relacionada ao procedimento, válvula ou insuficiência cardíaca.

  2. Composto hierárquico (win ratio) de morte, AVC incapacitante, AVC não incapacitante e dias de rehospitalização .

Eventos adjudicados segundo VARC-3. Avaliação ecocardiográfica central e análise de durabilidade valvar padronizada .


5) Critérios de inclusão e exclusão

Inclusão:

  • Estenose aórtica grave sintomática

  • Baixo risco cirúrgico (STS-PROM <4%)

  • Avaliação e aprovação pelo Heart Team

Exclusão:

  • Anatomia desfavorável para TAVR transfemoral (ex.: doença arterial ilíaca/femoral grave)

  • Condições que aumentassem excessivamente o risco de TAVR ou cirurgia


6) Resultados

Desfecho primário composto (7 anos):

  • 34,6% (TAVR) vs 37,2% (cirurgia)

  • Diferença −2,6 pontos percentuais (IC 95% −9,0 a 3,7)→ Sem diferença significativa

Win ratio: 1,04 (IC 95% 0,84–1,30)→ Sem diferença significativa

Componentes individuais:

  • Morte: 19,5% vs 16,8%

  • AVC: 8,5% vs 8,1%

  • Rehospitalização: 20,6% vs 23,5%

Durabilidade valvar:

  • Gradiente médio aos 7 anos: 13,1 mmHg (TAVR) vs 12,1 mmHg (cirurgia)

  • Falência de bioprótese: 6,9% vs 7,5%→ Durabilidade semelhante

Eventos secundários relevantes:

  • Menos FA nova no TAVR

  • Mais regurgitação paravalvar, necessidade de marcapasso e distúrbios de condução no TAVR

  • Maior número de IAM espontâneo tardio (5–7 anos) no grupo TAVR, porém incidência global semelhante entre grupos

Qualidade de vida:KCCQ semelhante entre grupos, maioria em NYHA I–II aos 7 anos


7) Discussão

O benefício inicial da TAVR observado nos primeiros anos foi atenuado ao longo do seguimento, com convergência das curvas após o primeiro ano .

A durabilidade valvar foi comparável entre as estratégias, sem sinal de deterioração estrutural acelerada da prótese balão-expansível até 7 anos.

A observação de maior IAM tardio no grupo TAVR levanta hipóteses relacionadas à revascularização coronária incompleta inicial ou alterações hemodinâmicas coronarianas, mas não houve impacto global nos desfechos compostos .

O estudo reforça a necessidade de seguimento ≥10 anos, especialmente em pacientes jovens.


8) Conclusão

Em pacientes com estenose aórtica grave sintomática e baixo risco cirúrgico, TAVR transfemoral com válvula SAPIEN 3 apresentou, aos 7 anos, desfechos clínicos compostos e durabilidade valvar semelhantes à cirurgia convencional.

Não houve diferença significativa em morte, AVC ou rehospitalização. A TAVR consolida-se como alternativa válida à cirurgia em pacientes de baixo risco, embora o seguimento de mais longo prazo permaneça fundamental .


Referência

Leon MB, Mack MJ, Pibarot P, et al. Transcatheter or Surgical Aortic-Valve Replacement in Low-Risk Patients at 7 Years. N Engl J Med. 2026;394:773–783. DOI: 10.1056/NEJMoa2509766

 
 
 

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