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CRM + cirurgia na carótida, quando?



Uma das principais complicações no pós-operatório de cirurgia cardíaca é o AVC, seja por embolização de placas de ateroma da aorta ou devido a fibrilação atrial no pós operatório, no entanto o principal fator preditor de AVC no pós-operatório é AVC/AIT prévio.


No guideline 2018 ESC/EACTS Guidelines on myocardial revascularization cita que indicação pré-operatória de USG de carótidas é limitado e que não há evidência da necessidade de revascularização de carótida em pacientes com lesão unilateral assintomático e que a necessidade de revascularização de carótida ficaria mais restrita a pacientes com alto risco de AVC como por exemplo lesão bilateral severa de bifurcação carotídea ou pacientes com AIT/AVC prévio,


Quando indicar USG carótidas em pacientes que serão submetidos a CRM:

-Histórico de AVC/AIT <6 meses: Classe I nível de evidência B.

-Em pacientes sem histórico de AVC/AIT nos seguintes casos: ≥70 anos, doença arterial periférica, sorpo carotídeo e DAC multiarterial.



2018 ESC/EACTS Guidelines on myocardial revascularization



Agora, irei resumir as atuais indicações de pacientes que irão para CRM e necessitam de procedimento na carótida.

Primeiro: separamos se o pacientes é sintomático (AVC/AIT <6meses) ou assintomático.


-Sintomático:

-Estenose de carótida ipsislateral 50-99%: Abordar de forma estagiada ou sincronizada a CRM + Endarterectomia carotídea: Classe IIa nível de evidência C.

-Oclusão de carótida: CRM isolada, sem intervenção na carótida.

-Estenose de carótida ipsislateral <50%: CRM isolada, sem intervenção na carótida.


-Assintomático:

-Estenose de carótida unilateral ou bilateral <70%: CRM isolada, sem intervenção na carótida.

-Oclusão de carótida: CRM isolada, sem intervenção na carótida.

-Estenose de carótida 70-99%: CRM isolada, sem intervenção na carótida: Classe III, nível de evidência B.

-Estenose de carótida bilateral 70-99% ou 70-99% + oclusão contralateral: Abordar de forma estagiada ou sincronizada a CRM + endarterectomia/stent carótida: Classe IIb nível de evidência C.


European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2023 Clinical Practice Guidelines on the Management of Atherosclerotic Carotid and Vertebral Artery Disease 2023


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:


1) 2018 ESC/EACTS Guidelines on myocardial revascularization

2) ESVS 2023 Clinical practide guideline on the management of atherosclerotic carotid and vertebral artery disease




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