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QUAIS OS SINAIS DE FRATURA DE ELETRODO DE MARCAPASSO ?

Atualizado: 9 de jan.



Olá caro leitor. Vamos começar a nossa breve revisão de como dar um diagnóstico de fratura de eletrodo de Marcapasso com o caso real.


  • Uma paciente idosa, em seguimento ambulatorial tardio após troca de gerador do marcapasso, teve o diagnóstico de desgaste total da bateria, que ocorreu de maneira precoce (menos de 3 anos de uso). Dessa forma, foi indicado uma nova troca do gerador.

  • Durante o procedimento cirúrgico para troca da bateria, após substituir o gerador, conforme a posição que dos eletrodos a impedância alternava, subindo abruptamente. Após averiguar a conexão do eletrodo no gerador e inspecionar os eletrodos, encontramos o local de lesão e fratura parcial do circuito, que podemos ver da imagem acima.

  • Notem que, neste caso, talvez a impedância maior, poderia estar sobrecarregando a bateria, gerando desgaste precoce.


Após esse breve caso curioso, vamos revisar o tema FRATURA DE ELETRODO:


A incidência de fratura de eletrodos de marcapasso gira em torno de 1-4% (1). Os locais mais frequentes de fratura são:

  • Bolsa do gerador

  • Próximo a entrada do eletrodo na veia subclávia e tem como mecanismo a compressão e estresse que pode ocorrer na região entre a clavícula e a primeira costela.

As causas podem estar relacionadas a:

  • Erro técnico: Lesão cirúrgica durante a troca de gerador, grande angulação entre o ponto de punção pra introdução do eletrodo e a clavícula, torção excessiva para inserção do dispositivo dentro da loja)

  • Comportamento do paciente (Trauma na loja do gerador, sobrecarga de exercício, etc.)

Os sinais que geralmente encontramos quando há fratura do eletrodo (especialmente o ventricular):

  • Retorno dos sintomas de bradiarritmia.

  • Falha de captura no ECG

  • Raio-x suspeito

  • Na telemetria, a palavra chave é: IMPEDÂNCIA. Haverá AUMENTO da impedância e impossibilidade de avaliação através da telemetria (2).

    • Devemos lembrar que danos no isolamento do eletrodo com manutenção dos elementos condutores - ou seja, a capa que reveste o metal é danificada, mas o próprio metal não encontra-se fraturado - ocorre o contrário, a impendância ficará baixa e pode ocorrer Oversensing (sensibilidade aumentada, o eletrodo vai sentir correntes elétricas circunvizinhas já que não se encontra mais isolado)(3).

      A imagem acima demonstra os valores de impedância do eletrodo ventricular no decorrer do tempo.  Notem que de maneira abrupta entre janeiro e abril de 2014, a impedância salta de 1200 ohms para 3000 ohms (o normal varia de 200-2500 ohms). Esse comportamento pode denotar fratura do eletrodo ventricular. No caso que citamos no texto, não foi possível averiguar esse comportamento pela telemetria devido ao desgaste total da baterial do aparelho.
      A imagem acima demonstra os valores de impedância do eletrodo ventricular no decorrer do tempo. Notem que de maneira abrupta entre janeiro e abril de 2014, a impedância salta de 1200 ohms para 3000 ohms (o normal varia de 200-2500 ohms). Esse comportamento pode denotar fratura do eletrodo ventricular. No caso que citamos no texto, não foi possível averiguar esse comportamento pela telemetria devido ao desgaste total da baterial do aparelho.

Vídeo que falamos brevemente sobre fratura de eletrodo.


Referências:

1. CMAJ. 2009 Nov 24; 181(11): 823.


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