Escore de risco para cirurgia em cardiopatias congênitas (RACHS-1): saiba como usar

Atualizado: Ago 10

O escore de risco RACHS-1, muito usada na cardiopediatria, basicamente, separa as cirurgias cardíacas pediátricas em 06 categoria de risco. A lógica é bastante simples: cada categoria de risco agrupa cirurgias que possuem uma taxa de mortalidade esperada semelhantes. Dessa forma, esse escore é muito fácil de ser utilizado, pois, basta saber a cirurgia que será feita e buscar em qual categoria ela se encontra.


Por exemplo: se o paciente será submetido a uma correção total de Tetralogia de Fallot, esse procedimento pertencente a categoria de risco 02, cuja taxa de mortalidade esperada (baseada nos estudos que validaram o escore) é de 3,8%. Simples e rápido.

Porém, nem tudo são flores. Apesar da sua simplicidade, o escore de risco RACHS-1 nos fornece uma noção rasteira e muitas vezes subestimada da mortalidade. Isso se deve ao fato de que existem outros fatores de risco adicionais (peso ao nascer, idade/prematuridade, desnutrição, síndrome de Down, presença de outras anormalidades estruturais não cardíacas) que contribuem para o aumento da mortalidade que não são considerados no RACHS-1.


Dessa forma, apesar de simples e de fácil aplicação, devemos usar o RACHS-1 com bastante cautela.


Segue abaixo figuras do nosso fôlder sobre Escore de risco RACHS-1, para você utilizar na rotina:


Referências:

1. Referência: Nina, Rachel Vilela de Abreu Haickel, Gama, Mônica Elinor Alves, Santos, Alcione Miranda dos, Nina, Vinícius José da Silva, Figueiredo Neto, José Albuquerque de, Mendes, Vinícius Giuliano Gonçalves, Lamy, Zeni Carvalho, & Brito, Luciane Maria de Oliveira. (2007). Is the RACHS-1 (risk adjustment in congenital heart surgery) a useful tool in our scenario?. Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery, 22(4), 425-431. https://dx.doi.org/10.1590/S0102-76382007000400008J


2. Thorac Cardiovasc Surg 2002;123:110-8. doi:10.1067/mtc.2002.119064


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