Escore de risco para cirurgia em cardiopatias congênitas (RACHS-1): saiba como usar

Atualizado: Mar 15


Nas imagens abaixo colocamos as categorias de risco e seus respectivos grupos de cirurgias) que fazem parte do escore de risco RACHS-1.

Basicamente, cada categoria de risco (são 06 no total) irá reunir um grupo de cirurgias que possuem uma taxa de mortalidade semelhante.

Iremos observar que somente tendo por base o tipo de cirurgia cardíaca que nosso paciente pediátrico irá se submeter, teremos uma noção rasteira a respeito da mortalidade.

Por exemplo, se meu paciente for ser submetido a uma correção total de Tetralogia de Fallot, ,que pertence a categoria de risco 02 (veja no nosso folder: categoria 02) ele terá uma taxa de mortalidade esperada de 3,8%.

Mas falei que o escote de risco RACHS-1 nos fornece uma noção rasteira e muitas vezes subestimada da mortalidade. Isso ocorre devido ao fato de que existe vários outros fatores de risco adicionais (peso ao nascer, idade/prematuridade , presença de síndrome de Down, presença de outras anormalidades estruturais não cardíacas) que contribuem para o aumento da mortalidade que não são levados em conta no RACHS-1.

Alguns estudos Brasileiros que tentaram aplicar o RACHS-1 em nosso meio mostraram que tal escore subestima o risco do paciente pediátrico Brasileiro que irá ser submetido a cirurgia cardíaca. Ou seja, a taxa de mortalidade em alguns trabalhos publicados costuma ser maior que a taxa demonstrada no RACHS-1. Essa fato, mais uma vez, pode estar relacionado ao fatores de risco adicionais - desnutrição, diagnóstico tardio, centros com baixo volume de cirurgia pediátrica, etc - que não são levados em conta no escore em questão.

Mas isso que dizer que o RACHS-1 não serve pra nada ? Muito pelo contrário. Devido a sua facilidade de aplicação ainda costuma ser muito usado em vários serviços de cirurgia cardíaca pediátrica.

Abaixo segue os Folders com as categorias do Escore de risco RACHS-1:

Referências:

1. Referência: Nina, Rachel Vilela de Abreu Haickel, Gama, Mônica Elinor Alves, Santos, Alcione Miranda dos, Nina, Vinícius José da Silva, Figueiredo Neto, José Albuquerque de, Mendes, Vinícius Giuliano Gonçalves, Lamy, Zeni Carvalho, & Brito, Luciane Maria de Oliveira. (2007). Is the RACHS-1 (risk adjustment in congenital heart surgery) a useful tool in our scenario?. Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery, 22(4), 425-431. https://dx.doi.org/10.1590/S0102-76382007000400008J

2. Thorac Cardiovasc Surg 2002;123:110-8. doi:10.1067/mtc.2002.119064


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