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Medidas eletrofisiológicas do marcapasso: o que é e quais são valores de referência | BIZU

Atualizado: há 1 dia


Durante o implante de um Dispositivo Cardíaco Eletrônico Implantável(DCEI), como um marcapasso, algumas medidas relacionadas a atividade elétrica e fisiológica do coração (eletrofisiológica) são essenciais para garantir o sucesso do procedimento e o correto funcionamento do dispositivo ao longo do tempo.

Vamos falar sobre três parâmetros importantes e seus repectivos valores: limiar de estimulação, sensibilidade, e impedância.


1. Limiar de Estimulação: Refere-se à menor quantidade de energia necessária para estimular o músculo cardíaco. Valores baixos são desejáveis para otimizar a vida útil da bateria e a eficiência do marcapasso.

 No Slide acima, proveniente da nossa aula BIZU CCV sobre os conceitos básicos em estimulação cardíaca artificial, focada em medidas eletrofisiológicas, aprofundamos o assunto. Notem que, na prática, o limiar de estimulação após o implante do DCEI,  exige uma energia menor que 1.5 V para o eletrodo atrial e 1.0 V para o eletrodo ventricular.
 No Slide acima, proveniente da nossa aula BIZU CCV sobre os conceitos básicos em estimulação cardíaca artificial, focada em medidas eletrofisiológicas, aprofundamos o assunto. Notem que, na prática, o limiar de estimulação após o implante do DCEI, exige uma energia menor que 1.5 V para o eletrodo atrial e 1.0 V para o eletrodo ventricular.

2. Sensibilidade: Mede a capacidade do marcapasso de detectar os impulsos elétricos naturais do coração (seja a onda p ou o QRS). Uma boa sensibilidade é crucial para garantir que o dispositivo só atue quando necessário, evitando interferências desnecessárias.

Slide da aula de estimulação artificial e sensibilidade. Abordamos da importância do entendimento do conceito de sensibilidade, demonstrando e dandos exemplos de quando está muito alta (oversensing) ou muito baixa (undersensing) podem provocar funcionamento inadequado do marcapasso. Notem que a sensibilidade do marcapasso funciona como um Muro. Toda energia que tá acima do valor programado de sensibilidade (2 mV na imagem acima - é a altura do muro que o marcapasso enxerga), o marcapasso consegue captar. Se este muito tá muito alto (valor número elevado), significa que o marcapasso perde sensibilidade (não enxerga nada abaixo do valor), perde capacidade de detectar estímulos. Dessa forma, é fundamental entender esse conceito e como uma sensibilidade muito alta ou baixa pode afetar o dispositivo.
Slide da aula de estimulação artificial e sensibilidade. Abordamos da importância do entendimento do conceito de sensibilidade, demonstrando e dandos exemplos de quando está muito alta (oversensing) ou muito baixa (undersensing) podem provocar funcionamento inadequado do marcapasso. Notem que a sensibilidade do marcapasso funciona como um Muro. Toda energia que tá acima do valor programado de sensibilidade (2 mV na imagem acima - é a altura do muro que o marcapasso enxerga), o marcapasso consegue captar. Se este muito tá muito alto (valor número elevado), significa que o marcapasso perde sensibilidade (não enxerga nada abaixo do valor), perde capacidade de detectar estímulos. Dessa forma, é fundamental entender esse conceito e como uma sensibilidade muito alta ou baixa pode afetar o dispositivo.

3. Impedância: Reflete a resistência à passagem da corrente elétrica gerada pelo marcapasso. A impedância é expressa em ohms - indica a oposição total que um circuito oferece ao fluxo de uma corrente elétrica variável no tempo.

  • Monitorar a impedância ajuda a identificar possíveis falhas, como deslocamento, fratura e quebra do isolamento do eletrodo ou alterações no contato com o coração.


Abaixo, segue nosso Bizu sobre as medidas eletrofisiológicas adequadas dos eletrodos atrial e ventricular - durante (medidas agudas) e após (medidas crônicas) o implante do marcapasso, baseado nas informações do Tratado de estimulação cardíaca artificial do professor Celso Salgado :


As medições dos limiares de estimulação, sensibilidade e impedância, realizadas durante o implante (limiares agudos) ou durante o acompanhamento por telemetria (limiares crônicos) são fundamentais para garantir que o marcapasso funcione de forma eficiente e segura!



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