Revisão do artigo "Outcomes of Second Arterial Conduits in Patients Undergoing Multivessel Coro


Outcomes of Second Arterial Conduits in Patients Undergoing Multivessel Coronary Artery Bypass Graft Surgery Joanna Chikwe, MD,a,b Erick Sun, BA,a Edward L. Hannan, PHD,c Shinobu Itagaki, MD, MSC,a Timothy Lee, MD,a David H. Adams, MD,a Natalia N. Egorova, PHDd; JAAC 05.11.2019; página 1

Neste texto iremos resumir o artigo "Outcomes of Second Arterial Conduits in Patients Undergoing Multivessel Coronary Artery Bypass Graft Surgery” publicado no JACC em setembro de 2019, que trata de um tema bastante polêmico na cirurgia cardiovascular: o uso de múltiplos enxertos arterial versus único enxerto arterial na revascularização do miocárdio tem ou não tem benefício?.

Só relembrando, em um grande estudo chamado ART Trial não foi observado aumento da sobrevida com a utilização de ambas artérias torácicas internas (direita/esquerda), quando comparado com apenas utilização de uma. E nesse o que esse estudo tem a nos dizer?

O trabalho teve como intuito comparar sobrevida, morbidade, e patência do enxerto em pacientes que realizaram cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) com múltiplos enxertos arterial versus único enxerto arterial

Registros clínicos obrigatórios vinculados a bancos de dados de alta hospitalar foram utilizados para identificar características e resultados basais e operatórios de 42.714 pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio de 2005 a 2012. A média de follow-up foi de 7.8 anos (5 a 10 anos).

Outcomes of Second Arterial Conduits in Patients Undergoing Multivessel Coronary Artery Bypass Graft Surgery Joanna Chikwe, MD,a,b Erick Sun, BA,a Edward L. Hannan, PHD,c Shinobu Itagaki, MD, MSC,a Timothy Lee, MD,a David H. Adams, MD,a Natalia N. Egorova, PHDd; JAAC 05.11.2019; página 3

Resultados

Dentro de 26,124 pacientes selecionados para esse estudo, 3,647 (14%) realizaram CRM multiarterial. CRM uniarterial foi realizado em pacientes mais idosos (média 68 vs. 61 anos; p<0.001), que possuíam mais comorbidades, e receberem menor número de enxertos (3.4 vs. 3.6 p<0.001). Após o ajuste das características basais, a realização de CRM multiarterial foi associado a menor taxa de mortalidade em 10 anos, comparada com CRM uniarterial in 3,588 propensity-matched pairs (15.1% vs. 17.3%; p 1⁄4 0.01). CRM multiarterial foi associado co menor taxa de infarto do miocárdio (hazard ratio: 0.81; 95% confidence interval: 0.69 to 0.95) e menores taxas de reintervenção em 10 anos (hazard ratio: 0.81; 95% confidence interval: 0.67 to 0.99).

Outcomes of Second Arterial Conduits in Patients Undergoing Multivessel Coronary Artery Bypass Graft Surgery Joanna Chikwe, MD,a,b Erick Sun, BA,a Edward L. Hannan, PHD,c Shinobu Itagaki, MD, MSC,a Timothy Lee, MD,a David H. Adams, MD,a Natalia N. Egorova, PHDd; JAAC 05.11.2019; página 7

Outcomes of Second Arterial Conduits in Patients Undergoing Multivessel Coronary Artery Bypass Graft Surgery Joanna Chikwe, MD,a,b Erick Sun, BA,a Edward L. Hannan, PHD,c Shinobu Itagaki, MD, MSC,a Timothy Lee, MD,a David H. Adams, MD,a Natalia N. Egorova, PHDd; JAAC 05.11.2019; página 8

Conclusão do artigo

Na pratica contemporânea, o uso de único enxerto arterial para CRM é usado em 85% dos pacientes e isso é associado com aumento na mortalidade a longo prazo, aumento do infarto do miocárdio e a necessidade de reintervenção, quando comparada com CRM multiarterial. A cirurgia de revascularização do miocárdio com uso de múltiplos enxertos arterial é pouco utilizada atualmente e deverá ser realizada mais frequentemente, principalmente, em paciente mais jovens, pois diminui mortalidade, diminui infarto e diminui necessidade de reintervenção a longo prazo.

Obs:. Notamos no artigo que a quantidade de CRM com circulação extracorpórea foi muito maior no grupo de somente um único enxerto arterial (75.1 vs. 49.5).

Opinião do autor

Tema bastante polêmico, e valido pois “contraria” o estudo do mestre David Targget no ART Trial onde esses benefícios não foram observados apesar de não terem sido feito com a mesma metodologia nem os mesmos enxertos arteriais.

Acredito que cada caso deve ser individualizado e que devemos avaliar:

  • Idade do paciente,

  • Comorbidades (DPOC; DM; Imunodeficiências adquiridas) pois sabemos que certas comorbidades dificultam, e muito, a cicatrização do paciente,

  • Sobrevida do paciente,

  • Possibilidade de enxertos (há safena patente, com bom calibre?, pode ser feito pela técnica no-touch?) alguns estudos vem mostrando cada vez mais que a safena no-touch é uma boa opção para revascularização do miocárdio sem grande complicações quando realizada com boa técnica.

Referência Bibliográfica:

  1. Outcomes of Second Arterial Conduits in Patients Undergoing Multivessel Coronary Artery Bypass Graft Surgery Joanna Chikwe, MD,a,b Erick Sun, BA,a Edward L. Hannan, PHD,c Shinobu Itagaki, MD, MSC,a Timothy Lee, MD,a David H. Adams, MD,a Natalia N. Egorova, PHDd; JAAC 05.11.2019


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