Qual a melhor indicação de Revascularização do miocárdio sem Circulação Extracorpórea?


Cirurgia de revascularização do miocário sem CEC: Imagem mostrando a exposição da artéria Descendente posterior (DP) para realização da anastomose distal safena para DP.

Fonte: Própria.

Em postagem anterior, nos falamos a respeito de alguns estudos que comparam a cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) com e sem o uso de circulação extracorpórea (CEC). De uma maneira geral, não existe superioridade de uma técnica sobre a outra, sendo necessário individualizar as indicações conforme o perfil de cada paciente.

Analisando os estudos que comparam as duas técnicas (CRM sem CEC Vs. CRM com CEC), existe uma indicação de CRM sem CEC com um alto grau de recomendação e um nível de evidência significativo:

Observando a tabela acima, adaptada do Guideline Europeu 2018 sobre Revascularização do Miocárdio, a CRM sem CEC (preferencialmente sem manipular ou clampear a aorta), realizado por quem tem experiência, é altamente indicada quando o paciente tem doença aterosclerótica da aorta (aorta em parcela, por exemplo).

Dessa forma, a melhor indicação atual para CRM sem CEC é quando o paciente tem doença na aorta ascendente que impossibilita manipulações ou clampeamento perante o elevado risco de acidente vascular encefálico.

Referência:

1. European Heart Journal (2018) 00,1–96 doi:10.1093/eurheartj/ehy394

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